Nos últimos textos(Parte 1–Parte 2) falamos da base da Performance Relativa, hoje vamos falar do Rotation.
Em ciclos de mercado, o movimento não acontece de forma homogênea, principalmente quando olhamos para o índice. Para ser sincero, dá até para dizer que o índice é, em muitos momentos, “mentiroso”.
Enquanto ele parece andar pouco, alguns papéis sobem muito mais. Outros caem muito mais.
Isso é rotation na veia.
O capital não se move de forma igual. Ele muda de lugar conforme a fase do ciclo. Alguns setores lideram, outros ficam para trás, e o índice acaba escondendo essa dinâmica.
Pode parecer confuso à primeira vista, mas com a imagem abaixo isso fica bem mais claro.

Temos como exemplo duas fases distintas de mercado, destacadas pelas setas no gráfico. A primeira corresponde ao final de 2024. A segunda representa o estágio atual, envolvendo o primeiro semestre de 2025 e o YTD de 2026.
No final de 2024, praticamente tudo caía. As correlações subiam, algo normal em cenários de estresse, mas alguns setores se destacavam mesmo assim.
O setor de materiais básicos, por exemplo, mesmo em queda, apresentou uma performance relativa muito boa. Além disso, dentro do próprio setor, diversos papéis subiram de forma relevante no segundo semestre de 2024.
No campo negativo, o destaque eram os papéis “de taxa”, aqueles mais sensíveis ao cenário de risco e ao nível de juros que estávamos vivendo naquele momento.
Voltando à imagem, quando o ciclo começou a virar, já no início de 2025, foram justamente esses papéis “de taxa” que passaram a apresentar uma performance relativa melhor. Eles se tornaram alguns dos principais puxadores do índice e estão entre os ativos com melhor desempenho no período.
Isso reforça um ponto fundamental: não basta saber se o mercado está subindo ou caindo. É preciso entender em que fase do ciclo estamos, quais setores estão mais fortes ou mais fracos e quais papéis estão efetivamente liderando o movimento.
É aí que a performance relativa deixa de ser teoria e passa a ser ferramenta.
Amanhã falaremos de Performance Relativa no INTRADAY e a função dela no gerenciamento de risco.
Grande Abraço,
João Ascoli







Obrigado pela Aula João! E feliz aniversário!! Saúde e paz!!