Bom dia! O relatório macro WMM está disponível. Desejo a todos um ótimo dia e ótimos negócios.
1- Bolsas americanas
S&P caiu 0,01% e Nasdaq subiu 0,17% ontem. Futuros de NY avançam 0,10%.
A Meta sobe 7% após projetar resultados melhores e anunciar investimentos em infraestrutura de AI de US$ 135 bilhões, acima dos US$ 110 bilhões previstos.
A Microsoft cai 5% com redução nas vendas de cloud.
Destaque hoje para o balanço da Apple.
2- FOMC
O FOMC não surpreendeu e decidiu manter os juros, apesar de dois votos para corte. A coletiva de Powell não trouxe novidades relevantes.
Por ora, a projeção do mercado é de manutenção dos juros pelo menos até o final do mandato de Powell, que se encerra em maio.
3- Metais
O ouro e a prata sobem mais de 3,5% nesta manhã, com o ouro cotado a US$ 5.500.
A busca por commodities — especialmente metálicas (o cobre sobe 8% hoje) — segue extremamente forte, sinalizando elevada desconfiança dos investidores em moedas e títulos, além de fatores geopolíticos.
Os criptoativos, por outro lado, continuam pressionados, sem conseguir se beneficiar da fraqueza do dólar.
4- Petróleo
O petróleo WTI sobe 2% hoje e se aproxima de US$ 65, alta de quase US$ 10 ou 15% desde o início do ano.
Dois fatores explicam o movimento:
• Geopolítica, com Trump pressionando o Irã a assinar novo acordo nuclear sob ameaça de novos ataques. O presidente afirmou que o “próximo ataque será muito pior” em relação à Operação Martelo da Meia-Noite, que teria destruído instalações nucleares iranianas.
• Queda global do dólar, agora em mínima de quatro anos, o que impulsiona automaticamente os preços das commodities.
5- Copom
O Copom manteve a Selic por unanimidade. A projeção de inflação para o horizonte relevante (3º trimestre de 2027) permaneceu em 3,2%.
Como já comentado, o câmbio de referência da reunião deveria ser R$ 5,35, igual ao de dezembro. Hoje o dólar gira em torno de R$ 5,20, cerca de 3% abaixo.
O Comitê preferiu postura conservadora para não repetir o erro do primeiro semestre de 2024 e ir contra o mercado.
O comunicado indicou que o corte deve começar em março:
“O cenário atual, marcado por elevada incerteza, exige cautela na condução da política monetária… o Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião… O compromisso com a meta impõe serenidade quanto ao ritmo e à magnitude do ciclo…”
Assim, o corte de março permanece em aberto: 0,25% ou 0,50%.
A palavra “serenidade” sugere espaço para apenas 0,25%. Dependendo do câmbio, 0,50% também é uma possibilidade relevante.
6- Fiscal
A situação fiscal do Brasil deu novo sinal de fragilidade: o STF acatou em medida cautelar o pedido do Ministério Público da União e excluiu receitas próprias e recursos de convênios ou contratos do MPU com instituições federais ou privadas do teto do arcabouço fiscal.







Obrigado!!