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GOVERNO REAGE A TARIFAÇO DOS EUA – MC 17/07/26

GOVERNO REAGE A TARIFAÇO DOS EUA – MC 17/07/26

Por Anderson Nunes – Analista Político

BRASIL REFORÇA CRÉDITO APÓS NOVA SOBRETAXA DOS EUA E CLIMA POLÍTICO ACIRRA

O governo federal corre para amortecer o impacto do novo tarifaço de 25% imposto pelos Estados Unidos, enquanto a crise comercial vira o principal combustível da disputa política nacional.

IMPACTO COMERCIAL E SOCORRO FINANCEIRO

A nova sobretaxa de 25% atinge cerca de 3 mil produtos e afeta até US$ 11 bilhões em exportações brasileiras, mobilizando o Palácio do Planalto a expandir as linhas de crédito do programa Brasil Soberano. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, garantiu que o auxílio financeiro aos setores atingidos será implementado sem desrespeitar as metas fiscais do país.

RETALIAÇÃO E DISPUTA DIPLOMÁTICA

O vice-presidente Geraldo Alckmin classificou a medida de Washington como injusta e prometeu acionar a Lei de Reciprocidade para retaliar os americanos no momento oportuno. Paralelamente, o Supremo Tribunal Federal divulgou nota rebatendo pressões externas após documentos associarem o tarifaço a decisões do Judiciário brasileiro.

PARALISIA LEGISLATIVA E RECESSO

O Congresso Nacional inicia o recesso parlamentar hoje sem votar pautas de grande apelo popular como o fim da escala 6×1 e a regulamentação da inteligência artificial. O avanço das propostas polêmicas deve ficar congelado até o término das eleições de outubro devido ao calendário eleitoral.

FED DE GUARDA ELEVADA

Dirigentes do Banco Central americano adotaram um tom rígido ao alertar que a inflação permanece persistente e que os investimentos em inteligência artificial trazem pressões de curto prazo. Essas declarações contiveram o otimismo recente dos mercados globais, impulsionando os rendimentos dos títulos públicos e fortalecendo o dólar.

RADAR CORPORATIVO

  1. JBS aprovou a emissão de R$ 400 milhões de reais em debêntures para o reembolso de investimentos em projetos estratégicos.
  2. Cosan teve sua nota de crédito rebaixada para B1 pela Moody’s, com perspectiva negativa, refletindo os impactos da reestruturação da Raízen.
  3. Telefônica Brasil aprovou o pagamento de R$ 500 milhões de reais em juros sobre capital próprio com ações ficando ex-proventos em 28 de julho.
  4. BRB negou publicamente a existência de um cronograma para recebimento de aporte financeiro do Fundo Garantidor de Créditos.
  5. Inter registrou aumento de participação da Squadra Investimentos, que elevou sua fatia para 9,80% das ações ordinárias Classe A.
  6. Isa Energia estruturou sua 24ª emissão de debêntures no valor de R$ 1 bilhão de reais com foco em melhorias na rede de transmissão.
  7. Eneva elevou a sua geração bruta de energia em 35% no segundo trimestre, atingindo a marca de 2.537 GWh.
  8. Plano&Plano registrou queda anual de 34,2% nos lançamentos do trimestre, embora as vendas líquidas tenham avançado 7,1%.
  9. Lavvi reportou retração de 28% nos lançamentos e queda de 11% nas vendas líquidas no comparativo anualizado do segundo trimestre.
  10. Marisa aprovou a emissão de R$ 20 milhões de reais em notas comerciais de curto prazo com vencimento programado para janeiro de 2027.
  11. Votorantim Cimentos anunciou aporte de R$ 260 milhões de reais para expandir a capacidade produtiva de sua fábrica em Xambioá.

O Canal Auxiliando usa as seguintes fontes de notícias: ‘Monitor do Mercado, BDM, Broadcast, Valor Econômico, Folha de São Paulo, Estadão, O Globo, BM&C, B3, Revista Oeste, Poder 360, Money Times, Agência CMA, Agência Brasil, Bloomberg, Infomoney, CNN, The Washington Post, The Wall Street Journal, Fox Business, Reuters, Oil Price, Investing e Yahoo Finance’.

Contribuidor

Escrito por Anderson Nunes

Especialista em análise política. Há mais de 7 anos operando no mercado financeiro, com formação em engenharia e em gestão pública. Investidor com grande experiência em opções e conhecedor do cenário político brasileiro e sua influência sobre o mercado financeiro. Comando diariamente o programa Canal Auxiliando no YouTube passando um overview do mercado, traduzindo as complexidades das informações de Brasília em análises precisas e diretas, que podem ser utilizadas nas decisões de investimentos

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