Bom dia! Seguem as notícias e análises macro. Desejo a todos um ótimo dia e ótimos negócios.
1- Bolsas americanas
S&P caiu 0,67% e Nasdaq 0,84% ontem.
Futuros de NY sobem em torno de 0,5% antes do balanço da Nvidia e da ata da última reunião do FOMC.
2- Treasuries e juros globais
Juros das Treasuries são negociados em leve queda, a 4,64%.
Os dados econômicos dos EUA seguem acima do esperado, com economia bem resiliente. O ADP semanal divulgado ontem acelerou de novo e mostrou mais de 40.000 contratações em média por semana:
Assim, em meio a economia resiliente e inflação persistente e subindo, os juros sobem. A falta de solução para Ormuz deve forçar o Fed a subir os juros muito antes do esperado pelo mercado, não nos surpreenderia se isso ocorresse na reunião de final de julho.
Decompondo a taxa de fechamento de ontem do Treasury em 4,67%, temos 2,51% de inflação e 2,16% de juros reais, ou seja, os juros estão trabalhando com uma taxa nominal normal, já que não observamos aumento do juro real.

3- Brasília
Fim da escala 6×1: as discussões na Câmera continuam e são coordenadas por Hugo Motta, Léo Prates (relator da proposta) e Luiz Marinho (ministro do Trabalho). O impasse está na regra de transição, mais longa conforme é defendida por empresários e cúpula da Câmera ou mais curta conforme é a intenção do governo. Segundo a Fatto Política, “nossa percepção de que o calendário de votação até o final deste mês, na Câmara, é factível, especialmente pela possibilidade de o tema ir a Plenário logo na sequência de uma aprovação na comissão especial. O maior controle político que Hugo Motta vem demonstrando entre os deputados também contribui para esse cenário, além da dificuldade de parlamentares se posicionarem contra a proposta.”
Flávio Bolsonaro: segundo matéria publicada no G1, a cúpula do PL deu um prazo de 15 dias para avaliar a viabilidade da candidatura. A notícia recente, de que Flávio visitou Vorcaro em casa logo após sair a prisão complicou ainda mais a situação do candidato. Interlocutores próximos a Valdemar afirmam que cresceu na cúpula do partido a avaliação de que o PL precisa começar a olhar opções caso novos desdobramentos atinjam o filho do ex-presidente.
4- Juros futuros
Juros futuros subiram ontem. Em evento ontem, o diretor do BC Nilton David fez uma fala mais “dovish”, não muito preocupado com a desancoragem da inflação. Assim, os juros de curto prazo subiram muito menos do que os de longo prazo. A fala proporcionou inclinação da curva, que segue a alta dos juros longos do exterior, e aumentou a aposta de corte de juros na próxima reunião do Copom.
DI-2027 fechou a 14,15% e DI-2031 a 14,28%. Juro real da NTN-B 2035 fechou a 7,69%.
As opções do Copom para a próxima reunião indicam que há 30% de chances de manutenção dos juros (minha aposta) e 66% de chances de corte de 0,25%.






